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Comércio Tradicional: Ainda perdurará na cultura portuguesa?Fotos: Paulo Sampaio Neves Digam com franqueza... já viram algum espectáculo de cor numa mercearia/frutaria/loja de bairro portuguesa como o que se apresenta acima? Pois é... A primeira foto é de uma banca de doces, gomas e afins. A segunda é de uma banca de frutos secos. A terceira claramente se vê que é de frutas e verduras. Apetece comprar não é? Infelizmente Portugal criou um novo modelo de negócio para exportação: Centros Comerciais enormes. São inequÃvocas as vantagens de um Centro Comercial, quer para os lojistas quer para os utentes. Mas porque razão não há já lugar para o comércio tradicional? Estou em crer que é mais uma questão de cultura do que de economia, ou polÃtica. Ouvi há dias na SIC NotÃcias que, por dia, em Portugal, fecham cerca de 30 a 40 lojas do denominado comércio tradicional, gerando um desemprego silencioso. Desconheço a fonte dos números, pelo que a notÃcia vale o que vale, e não é muito. Contudo, pouco a pouco vamo-nos apercebendo de que há um maior número de lojas que começa a aparecer com cartazes com as menções "Trespassa-se" ou simplesmente "Passa-se", e ainda "Vende-se". É insofismável que as grandes superfÃcies, porque têm também grandes armazéns, conseguem "esmagar" as margens dos preços a que compram, chegando mesmo a praticar preços de retalho inferiores aos que o pequeno comércio consegue comprar junto do grossista. E isto pesa, como é óbvio. Mas pesa também a cultura portuguesa. A de quem compra e a de quem vende. Portugal é certamente um dos paÃses onde o pequeno comércio menos atenção dá ao cliente (excepção feita a certas lojas que vendem lâmpadas na Avenida Almirante Reis, já objecto de post anterior). A regra é mal-servir. Por isso o Livro de Reclamações é um sucesso da literatura em Portugal. Esgota-se exemplar atrás de exemplar. A regra é também esquecer que "os olhos também comem" pelo que a apresentação/exposição dos artigos para venda, principalmente de frutas e legumes, é, para não dizer mais, extremamente lamentável. E assim, o pequeno comerciante vai-se queixando da vida, roubando nos impostos ao não registar tudo o que vende e - pasme-se - fechando bem cedo, para ir para casa, e fechando aos fins-de-semana. Ora... certamente sabem que as grandes superfÃcies estão legalmente proibidas de estar abertas ao Domingo. E qual a razão de ser desta legislação? Proteger o pequeno comércio. E encontramos pequenas lojas abertas ao Domingo? Está claro que não. Tem lógica, não tem? Os grandes beneficiários do fecho dos hipermercados, são os supermercados. Estranhamente, ou talvez não, pertencem ao mesmo grupo de empresas dos hipermercados: Modelo-Continente, Feira Nova-Pingo Doce, El Corte Inglès-SuperCor, etc. E onde está o pequeno comerciante? Na bola. Ou em casa, a dormir. A conviver com a famÃlia, que também tem direito. Pois... Entretanto o seu negócio vai morrendo. Ou dando lugar a lojas do Euro (os trezentos já lá vão), de imigrantes ou portugueses (sem qualquer conotação nacionalista). E lanço aqui o desafio... uma espécie de sondagem, vá...: - Você não gostaria de ter uma loja de bairro que vendesse fruta, pão quente, legumes, vinho (de qualidade e do outro), queijos de várias qualidades, charcutaria e congelados (peixe fresco é mais difÃcil), mercearia diversa (pastelaria, produtos de higiene e limpeza do lar, cosméticos, etc.), tudo com uma apresentação excelente, com um atendimento personalizado, ainda que praticasse preços um pouco mais elevados? O quê??? Disse SIM??? Não acredito...!!!! Não venha com tretas. Você gosta mesmo é de andar a passear ao fim de semana no Centro Comercial, por isso, só tem o que merece. Para os que responderam SIM com sinceridade à pergunta, lamento. Não temos. O Sistema Não Permite. O Metro até podia ser de graça...Eu sei que tenho uma certa "fixação" com o Metro de Lisboa... não precisam de me alertar para tal... Já ando a tomar uns comprimidos para a coisa... mas, bolas... há meses que penso nisto... se o Metropolitano de Lisboa quisesse, ninguém tinha de pagar passe, ou então o passe mensal custaria uns € 2 ou € 5.
Como? PUBLICIDADE Exactamente. Publicidade. Alguns lugares comuns: A Publicidade gera milhões. As empresas gastam milhões em Publicidade. A Publicidade está em todo o lado. Ninguém duvida disto, pois não? Então vamos dar como adquirido... Entendo que as estações de Metro poderiam ser muito mais rentabilizadas do que já são. Conhecem o Metro de Paris? De Barcelona? De Londres? Então sabem de que estou a falar. As nossas paragens de Metro têm metros e mais metros de paredes desnudas. Estive ontem na do Terreiro do Paço e é um exemplo GRITANTE disso mesmo. É uma estação gigante e grotesca. Apenas com um painel colorido ao fundo do nÃvel superior. Deveria haver muito mais espaço para venda de publicidade. É claro que a publicidade das gares propriamente ditas tem de ser mais cara do que as dos túneis de acesso porque são vistas de dentro do comboio, pelos passageiros, independentemente de saÃrem ou não nessas paragens, contudo, existirão com certeza gares do Metro que têm uma afluência diária de pessoas a rondar os vários milhões, e esses passam pelos diversos túneis. Já pensaram porque razão existe jornais gratuitos? E porque são gratuitos? E onde são distribuÃdos? Pois é... nos transportes públicos, principalmente nos Metropolitanos de Lisboa e Porto. E só vos peço que pensem nisto: A Google, uma das maiores empresas do MUNDO, vende o quê? E-mail? Um motor de busca? A possibilidade de utilizar um processador de texto, uma folha de Excel, um Calendário online? Um espaço para colocar fotografias de forma organizada? Um espaço para colocar videos? Mapas do mundo inteiro com vistas em 3D? Não. A Google dá tudo isso de graça. E porquê? Porque é tudo pago com a publicidade que vende. Quanto mais pessoas utilizarem os serviços gratuitos da Google, maior público-alvo têm para direccionar publicidade, e mais cara se torna a mesma, subindo, naturalmente, também a procura dos anunciantes. Já repararam que os jornais gratuitos passaram a ter as capas patrocinadas por campanhas publicitárias? A publicidade nos jornais gratuitos chega rápido, barato e a muita gente. A publicidade no Metro também poderia chegar... E todos poderÃamos pagar menos para andar de Metro. E talvez houvesse dinheiro para lavarem a urina da gare do Marquês de Pombal que uma pedinte habitualmente se entretém a fazer escorrer pelas escadas abaixo do acesso à linha amarela em direcção a Odivelas. E talvez houvesse dinheiro para lavar convenientemente o elevador de acesso à superfÃcie da estação do Marquês de Pombal para que não cheire a excrementos humanos. Talvez... Satisfação/Devolução... Afinal é secular!Mudei recentemente de casa.
Entendi que necessitava mudar as lâmpadas incandescentes (de luz amarela normal) da cozinha para umas de luz branca e economizadoras. De inÃcio nem sabia se existiriam ou não lâmpadas economizadoras de luz branca, mas vim a perceber que sim. Não me apetecia nada recorrer à s lâmpadas flurescentes que nos habituámos a ver nas cozinhas das nossas mães e avós (e até era o que eu tinha na anterior casa, que estou a vender... já agora, espreitem aqui) e por isso lancei-me na busca das tais lâmpadas de luz branca. Encontrei umas no AKI, mas como tinha dúvidas quanto à intensidade da luminosidade para a área da cozinha em causa (que é um pouco acima do normal, daà ter de levar duas lâmpadas de tecto) perguntei se podia experimentar em casa e trocar caso não ficasse contente. Em suma, perguntei se o AKI também tinha uma polÃtica de Satisfação/Devolução. Felizmente sim. A polÃtica de Satisfação/Devolução é o que nos permite resolver um contrato de compra e venda, recebendo o dinheiro pago ou um crédito para gastar noutros produtos, "porque sim", i.e. sem ter de apresentar qualquer justificação. Os consumidores, hoje em dia, estão de tal forma habituados a comprar, levar para casa para experimentar e trocar se não servir ou não gostarem - podendo simplesmente dizer, por exemplo, que o computador portátil não combina com a cor dos cortinados da sala -, que julgam - e eu sei do que falo - que isto é um direito que se lhes assiste legalmente, i.e. hoje em dia a grande maioria dos consumidores pensa que pode comprar a primeira coisa que vê na prateleira e ir trocar se afinal não servir, não for compatÃvel, ou for de outro planeta totalmente diferente. Deixem-se ser claro: NÃO PODE Ou melhor, só pode se a loja deixar. E há muitas que têm essas polÃticas afixadas nos estabelecimentos. A FNAC, o Continente/Worten/Vobis, o AKI, entre muitas outras que não me lembro agora. Não confundir com os contratos celebrados à distância, como por exemplo as compras online ou por catálogo. Nesses casos a lei efectivamente permite a resolução do negócio, sem qualquer justificação, no prazo máximo de 14 dias após a recepção do bem - é o chamado perÃodo de reflexão -, por isso abusem lá da Amazon e da La Redoute que a coisa é pacÃfica. Assim, o AKI permitiu-me trazer umas lâmpadas economizadoras de luz branca para experimentar na cozinha. Resultado: eram de fraca intensidade e deixavam a cozinha envolta num cinzento mortiço. Devolvi. Não troquei porque não tinham nada mais forte. Descobri que a Gillamp tinha uns "canhões" muito fortes que, em demonstração na loja, me pareceram adequadas. Problema: Não trocam. Acho que trocam tudo, menos lâmpadas. Pelo menos foi isso que o tipo disse... talvez porque eu só me preparava para comprar lâmpadas. Se calhar o Sistema Não Permite.
Disse "Muito obrigado, mas sendo assim vou continuar à procura.". E a Gillamp deixou de vender uma lâmpada de mais de € 20 (aliás, 2 lâmpadas). Eu estava à procura de umas lâmpadas economizadoras de luz branca, com mais de 25W, que correspondessem a mais de 125W do incandescente. Tentem. Vão ver como é difÃcil. Acabei por encontrar numa micro loja de comércio tradicional na Avenida Almirante Reis. Acho que se chama qualquer coisa Rodrigues, que é nome do Senhor, já de muita idade, acompanhado ao balcão pela sua esposa (também idosa), ambos muito simpáticos, que amavelmente me atenderam numa "late afternoon" de sexta-feira. E o Senhor lá me foi sugerindo umas lâmpadas "americanas" enquanto me ia referindo que se calhar as que eu comprei no AKI eram "chinesas" e que tem encontrado muitas assim mortiças e ranhosas vindas do oriente. Enquanto isso, a sua esposa ia concordando comigo que na cozinha precisa-se de luz branca e forte e que eu faço muito bem em trocar. Vendo a minha relutância no investimento, O Sr. e a Sra. Rodrigues disseram então: "O Senhor leva para casa e experimenta. Agora não! Porque ainda há luz. Mais logo. O melhor é jantar com a sua mulher à luz da lâmpada e logo vêm. Leva aqui um papelinho para vir trocar, se não gostar. Se gostar, logo se faz a factura". E assim foi. Sábado de manhã lá estava eu para comprar a segunda lâmpada. São um espectáculo as lâmpadas que o Sr. Rodrigues me vendeu. Desafio-vos a encontrar melhor. Foi assim que percebi que afinal esta coisa da Satisfação/Devolução não é nada de novo. Afinal sempre existiu. Nós é que nos esquecemos.... Não há regra sem excepçãoHoje apetece-me dizer bem.
Muito se tem falado, em fóruns mais ou menos privados, que a FNAC, agora que já fidelizou uma grande fatia de consumidores portugueses, passou a "mostrar as garras" com preços muito menos convidativos e com manobras publicitárias e crédito ao consumo que em nada vieram beneficiar o mercado. Muito dizem "Os tipos são especialistas em tudo, explicam tudo o que precisamos saber, e depois descemos as escadas" - em clara alusão à s lojas do Centro Comercial Colombo - "e vimos comprar à Worten mais barato." Por vezes é mesmo assim. A Worten por vezes tem mesmo preços mais competitivos do que a FNAC. Mas terá a Worten a atenção ao cliente e a capacidade técnica que têm as pessoas que trabalham na FNAC para explicar exactamente o que é melhor para as nossas necessidades concretas? E isso não tem valor? Não se paga? Fica a questão. A verdade é que aqui há uns dias eu estava com um problema no meu desktop de casa. A ventoinha que arrefece o processador parecia uma turbina de avião e não podia deixar o PC ligado umas horas que já se ouvia o barulho em toda a casa. Pensei em comprar uma ventoinha silenciosa. Dirigi-me à FNAC do Colombo e disseram-me para falar com o rapaz da assistência a computadores que fica localizada junto à área dos cartões de cliente. Estivemos cerca de 20 minutos a discutir, com ele a explicar-me vários procedimentos técnicos que eu deveria fazer na máquina. Coisas de que nunca tinha ouvido falar. Discutimos preços das ventoinhas "Cerca de 30 a 40 euros" dizia-me ele. Mas aconselhou-me a fazer uma limpeza primeiro e aplicar uma nova pasta que transfere o calor do CPU para a ventoinha, pois a de origem poderia estar gasta. Saà de lá com um tubinho de pasta que me custou 3 euros. Segui os procedimentos que me indicou e desmanchei o computador quase todo, motherboard incluÃda. Quando montei pensava que já nada iria funcionar. Resultado: problema resolvido. Hoje a ventoinha é quase um gatinho a ronrronar e aqui fica o meu agradecimento público por 20 minutos de explicação técnica para vender uma bisnaga de 3 euros. Haverá outra loja assim? Para mim continua a ser a favorita. Ainda agora lá comprei um router wireless e nem pensei duas vezes no conselho que me deram. Confirmei depois preços e adequação ao que pretencia e tudo bateu certo. Se não estivesse satisfeito sempre poderia devolver no prazo de 30 dias e dizer "Não fica bem com a cor dos cortinados" e teria o dinheiro de volta. Isto é impagável. Há coisas que também merecem de que se fale bem. Hoje foi o caso... Por favor entendam-se... Já há algum tempo que não escrevia, mas o facto de ter batido o recorde de queixas no Livro de Reclamações espevitou-me. Num só dia vi-me forçado a escrever duas vezes no Livro de Reclamações do Metropolitano de Lisboa. Mas, verdade seja dita, a responsabilidade deve ser dividida entre o Metro e a Rodoviária de Lisboa. Pois é a "guerra" entre estas duas empresas (e outras) que tem vindo a prejudicar os consumidores. E como? Bom... quem habita em Lisboa já saberá certamente que existem hoje em dia passes com chip que servem, entre outras, para utilizar no metro, para abrir as cancelas, e para nos identificarmos na Carris. Trata-se de um investimento que estas duas empresas, de capitais públicos, fizerem, com o apoio do Governo, que as empresas privadas não querem seguir sem que o Governo também as apoie. E temos a guerra lançada. A Rodoviária de Lisboa mantém o sistema de senhas. Assim, e passando para o meu caso concretro, eu adquiro um passe combinado Metro/Rodoviária de Lisboa, que tem necessariamente de ser exteriorizado através de uma senha. Não posso adquirir o passe de nenhuma das formas electrónicas que já existem, pois não basta carregar o chip com informação. Tenho de ter selo. Para aquelas pessoas que adquirem só passe de Metro, válido por 3o dias, é totalmente indiferente o dia do mês em que o compram, pois a sua validade é por 30 dias, não terminando no final do mês. O meu passe é diferente. É mensal. Por isso, se não o adquirir a dia 1, estou a perder dinheiro. No dia 1 de Setembro, Sábado, tentei comprar a senha de passe na estação de Odivelas. Ambos os balcões estavam encerrados. Estão encerrados ao fim de semana. Disse-me o funcionário que "quem está lá em cima acha que as pessoas não compras passes ao fim de semana". Resultado: queixa no livro de reclamações. Depois de ter comprado um bilhete, diz-me o funcionário que talvez na pastelaria em frente vendessem o passe. Eles não vendem, mas os agentes espalhados por aÃ, por vezes, têm. !?!?!? Cheguei ao Campo Grande, interface e vende de passes por excelência, e encontrei os balcões de venda de passes abertos. Contudo "Não vendemos esse passe ao fim de semana. Só segunda-feira" E eu disse: "Mas hoje é dia 1. Por acaso vão-me pagar os bilhetes que comprar hoje e amanhã (Domingo)? Ou fazer-me um desconto de 2 dias no preço do passe?" Resultado: 2ª queixa no livro de reclamações no mesmo dia. Esta foi algo caricata, porque o livro de reclamações já estava gasto e tiveram de ir buscar um novo. 8-))) A razão de ser de tudo isto é pressionar as pessoas a reclamar junto da Rodoviária Nacional - sim, porque o metro vende passes de 30 dias em formato electrónico, disponÃvel 24 horas por dia - e outras empresas que não adiriram ainda o mesmo sistema. Mas pressionar à custa de quem? Do consumidor, claro. POR FAVOR ENTENDAM-SE DE UMA VEZ POR TODAS. É o apelo que eu faço. More Recent Articles |