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"Sala de Guerra" - 5 new articles

  1. Submarinos samurais japoneses encontrados
  2. Nota de Falecimento: Douglas Benham
  3. Nota de Falecimento: Albert Dubicki
  4. Petacci: Hitler era um sentimentalista
  5. Os africanos que lutaram na Segunda Guerra
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Submarinos samurais japoneses encontrados

Submarinos samurais japoneses encontrados


Após 60 anos numa tumba aquática no Havaí, dois submarinos de ataque japoneses da Segunda Guerra Mundial foram descobertos perto de Pearl Harbor - anunciaram arqueólogos marinhos recentemente.

Especificamente desenhados para ataques surpresa à costa leste dos EUA – talvez objetivando Washington DC ou Nova York – esses “submarinos samurais” eram rápidos, imenso raio de ação, e em alguns casos carregavam aeronaves com asas dobráveis, de acordo com Dik Daso, curador da seção de aeronaves militares modernas do Museu Aeroespacial Smithsonian.

Quando a guerra terminou em 1945, a Marinha Norte-Americana capturou a frota japonesa no Pacífico, incluindo cinco submarinos samurais – apelido que adquiriram. Os submarinos foram mais tarde afundados, para manter a tecnologia fora das mãos da União Soviética. Os militares não mantiveram a localização do afundamentos dos barcos, pensando que ninguém iria querer saber.

Desde 1992 o arqueólogo Terry Kerby e seus colegas do Laboratório de Pesquisas Submarinas do Havaí têm caçado os submarinos samurais e submersíveis. A tripulação encontrou o I-401 em 2005. Então, em fevereiro do mesmo ano, eles encontraram mais dois, o I-14 e o I-201. O I-400 – um dos maiores submarinos não-nucleares já construídos – e o I-203 permaneciam desaparecidos.

É emocionante ver objetos como esses sob a água, porque é um ambiente muito pacífico, mas estes submarinos foram feitos para agressão”, disse Hans Van Tilburg, do Escritório Nacional Oceânico e Atmosférico. O trabalho foi parcialmente financiado pelo National Geographic Channel. Os resultados das pesquisas serão divulgados por todo o Pacífico, como parte do esforço de reconciliação, e para fazer a pesquisa pacífica dessas armas secretas.


Os dois bombardeiros dentro do pequeno hangar do I-14 podiam ser catapultados do convés após poucos minutos na superfície, dizem os arqueólogos que encontraram os destroços do submarino em fevereiro de 2009. Na doca seca, o I-14 tem quase quatro andares de altura e 114 metros de comprimentos (maior que um campo de futebol). Esses submarinos japoneses comportavam até três aviões com asas dobráveis, cada um armado com 816 quilos de bombas.

Dar capacidade de bombardeio a um submarino era um ideia à frente de seu tempo, disse Van Tilburg. “O conceito é muito poderoso, porque é exatamente o que estamos fazendo hoje”, disse ele, referindo-se aos submarinos modernos armados com mísseis guiados.

Em 1946, o afundamento do I-14 foi filmado marinheiro Charles Alger: “Foi muito triste – o momento do afundamento. Mas como todo bom marinheiro, era um trabalho a ser feito, e nos o fizemos”.

Parte da classe japonesa Sen Taka – os mais rápidos submarinos da Segunda Guerra – o I-201 podia ir a 35 km/h submerso. A classe I-200 também podia mergulhar mais fundo que qualquer outro submarino japonês e ficar submerso por até um mês, dizem os arqueólogos que descobriram o I-201 nas profundezas do Havaí em fevereiro de 2009.

Uma torre estreita, armas retráteis no convés, e superfícies de controle retráteis – que ajudavam o submarino a subir ou submergir – ajudavam a melhorar a hidrodinâmica do barco e aumentar sua velocidade.

Van Tilburg disse que os submarinos samurais agora pertencem ao oceano e as pessoas deviam protegê-los como relíquias, já que hoje são recifes cheios de vida marinha. “É um lugar perfeito para eles. É escuro e quieto, é profundo e frio – eles podem descansar lá por um bom tempo”.


Fonte: National Geographic, 13 de novembro de 2009.

Veja também:
>>O samurai solitário que bombardeou a América
>>Vândalos atacam museu do ataque japonês no Oregon
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>>Submarino soviético é encontrado no Mar Báltico
>>U-Boot Tipo XXI em detalhes


Nota de Falecimento: Douglas Benham

Douglas Benham
(30/12/1917 - 28/10/2009)

Faleceu no último dia 28 de outubro em Pembrokshire, Inglaterra, de causas naturais aos 91 anos de idade, o ás do Supermarine Spitfire, Wing Commander Douglas Ian Benham.

Nascido em Wimbleton, ao sul de Londres, Benham juntou-se em setembro de 1938 à Reserva Voluntária da RAF. Quando a guerra começou em setembro de 1939, ele foi chamado à ativa e iniciou o treinamento de combate, que foi concluído em maio de 1941. Benham foi imediatamente designado para o 607º Esquadrão, voando Hurricanes na defesa da base naval de Scapa Flow. Em abril de 1942 foi transferido para o 242º Esquadrão "Canadense" - que tinha sido comandado pelo ás Douglas Bader durante a Batalha da Inglaterra - e participou das missões de cobertura para o desembarque anfíbio em Dieppe, na França, em 19 de agosto de 1942. Contudo, a operação foi um fiasco completo, e a Luftwaffe tomou o controle aéreo sobre as praias; em um único dia, a RAF perdeu 105 aeronaves.

Em novembro de 1942, 242º Esquadrão - já reequipado com o Supermarine Spitfire Mk.V - foi movido para a Argélia, provendo cobertura para os desembarques da Operação Torch. Lá, Benham travou contato imediatamente com o inimigo, destruindo um Junkers Ju 88 no dia 9. No dia 11, abateu um Savoia-Marchetti SM.79 Sparviero e, no dia 26, um Focke-Wulf Fw 190. O esquadrão então moveu-se para o aeródromo avançado de Bone, bem próximo de Túnis, e a ação aumentou para Benham: ele tornou-se um ás em fevereiro de 1943, recebendo a Distinguished Flying Cross. Em junho de 1943 ele foi feito instrutor-chefe em Birmingham, retornando à ação em agosto de 1944, no comando do 41º Esquadrão, que voava o Spitfire Mk.XIV. No fim do ano, a unidade foi transferida para a Holanda, onde realizou missões de ataque e patrulhas de caça. Em 23 de janeiro de 1945, o esquadrão encontrou uma formação de Focke-Wulfs sobre Münster, e no feroz combate resultante Benham adicionou dois Fw 190 à sua lista de vitórias - que totalizou dez abates.

Ao fim da guerra ele foi transferido para o centro de pesquisas do Ministério do Ar, onde ajudou a reorganizar a reduzida RAF do pós-guerra. Benham voltou a voar em 1949, tornando-se instrutor-chefe de jatos do Comando de Caça em 1951. Em 1954 foi designado oficial de operações em Aden, e teve papel importante na Crise de Suez em 1956. Aposentando-se da RAF em 1957, Benham tornou-se executivo de uma emissora de TV em Cardiff, e foi presidente da Spitfire Society no País de Gales até 1999.

O Wing Commander Douglas Benham casou-se três vezes e era viúvo. Ele deixa dois filhos e uma filha.

As praias de Dieppe sob pesado fogo alemão, agosto de 1942.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Ken Mackenzie
>>Nota de Falecimento: Greenville Green
>>Nota de Falecimento: Alan "Alfie" Sutton
>>Nota de Falecimento: "Bam" Bamberger
>>Nota de Falecimento: John Pattison


Nota de Falecimento: Albert Dubicki

Albert Dubicki
(12/07/1921 - 25/10/2009)

Faleceu no último dia 25 de outubro em Koblenz, na Alemanha, de causas naturais aos 88 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, Wachtmeister Albert Dubicki.

Nascido em Osternienburg, na Saxônia-Anhalt, Dubicki juntou-se ao Exército Alemão, sendo designado para uma unidade de artilharia de foguetes (Werfer-Artillerie), o 14º Regimento de Foguetes. No dia 6 de junho de 1944, sua unidade estava postada no litoral da Normandia, mais especificamente na zona de praia designada pelos Aliados como "Omaha". Ao amanhecer, Dubicki e seus colegas avistaram a vasta frota inimiga, que imediatamente começou o bombardeio da costa. Seguindo-se à invasão anfíbia das praias, o 14ºRegimento iniciou um cuidadoso recuo entre Caen e St. Lô - sob constante ataque aéreo Aliado e incursões de guerrilheiros franceses.

No dia 11 de julho daquele ano, o Unteroffizier Dubicki realizava uma patrulha solitária de reconhecimento quando, entre os arbustos, localizou um grande grupo de mais de 1.000 soldados ingleses em uma fábrica de cimento desativada - que tomaram por um bom lugar para descansar. Cuidadosamente, Dubicki retornou às suas linhas e no caminho encontrou 50 soldados da Luftwaffe, que convocou para ajudar-lhe. Dispondo os homens silenciosamente ao redor do perímetro da fábrica, ele ordenou o avanço-surpresa, que pegou os ingleses completamente inadvertidos: Dubicki capturara mais de 1.000 soldados inimigos sem disparar um único tiro. Por esta audaciosa ação, no dia 12 de agosto de 1944 ele foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em uma cerimônia em Suderburg, na Baixa-Saxônia.

Após a guerra, Dubicki retornou às Forças Armadas em maio de 1956, ascendendo ao oficialato. Depois de mais de duas décadas de serviço, ele aposentou-se em março de 1977 com a patente de Hauptmann. Em sua aposentadoria foi morar em Koblenz.

Dubicki após a condecoração e a promoção a Wachtmeister.

Meus agradecimentos ao amigo Richard Schmidt pela ajuda.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Hans Röger
>>Nota de Falecimento: Wilhelm Niggemeyer
>>Nota de Falecimento: Bodo Spranz
>>Nota de Falecimento: Heinrich Köhler
>>Nota de Falecimento: Kurt Prinz


Petacci: Hitler era um sentimentalista

Petacci: Hitler era um sentimentalista

Os diários escritos pela amante do ditador fascista Benito Mussolini revelam que o Duce achava que Adolf Hitler era um “velho sentimentalista no coração”.

Os recém-publicados diários de Claretta Petacci também ressaltam o anti-semitismo de Mussolini, seu desgosto pelos casamentos mistos entre italianos e nativos nas colônias africanas, e sua raiva do papa do pré-guerra, Pio XI.

O pai dela era o médico pessoal do Papa. Ela tinha apenas 20 anos em 1932 quando conheceu Mussolini, que tinha 49. Ela foi seu amor por nove anos antes do fim da guerra e, como ele, foi fuzilada e pendurada pelos pés pelos partisans numa praça de Milão.

Agora seus diários, que estão sendo mantidos por um sobrinho que vive nos EUA, serão publicados em um livro, “O Segredo de Mussolini”.

Neles, Petacci lembra-se que Mussolini descreveu-lhe sua infame conferência em Munique, em outubro de 1938, onde encontrou Hitler e Primeiro-Ministro britânico Neville Chamberlain para discutir sobre a Tchecoslováquia: “A recepção em Munique foi fantástica e o Führer estava muito feliz. Hitler é um velho sentimentalista no coração. Quando ele me viu, ficou com lágrimas nos olhos. Ele gosta mesmo muito de mim. Mas ele tem acessos de ódio que somente eu posso controlar. Houve momentos tensos e ele lutava para se controlar. Eu, por outro lado, nunca me perturbava”.

Em outra passagem, de 5 de janeiro de 1938, escrita logo após se encontrarem em sua residência em Roma, ela descreve como Mussolini, casado e pai de 5, descreveu suas fantasias sexuais para ela: “Sabia amor, que ontem a noite no teatro eu tirei sua roupa pelo menos três vezes? Eu tinha um desejo louco de possui-la. Seu corpo pequeno, sua carne me enlouquece, amanhã você será minha”.

Seu corpo delicioso será meu, todo meu. Eu o tomarei e nossos corpos serão um”.

Petacci também escreveu em seu diário que Mussolini tinha outras amantes. Ela descreve suas desculpas em 19 de fevereiro de 1938: “Sim meu amor, eu errei, mas eu te amo e sinto que você me é necessária mais do que nunca. Eu a adoro, eu sou um louco. Não quero que sofra porque esse seu sofrimento se reflete em mim; eu sofro quando você sofre”.

Ela então escreve como Mussolini descreveu-lhe suas visões racistas em 4 de agosto de 1938, quando os amantes estavam em um barco: “Sou racista desde 1921. Eu não sei porque o povo acha que estou imitando Hitler, ele não era ninguém. Isso me faz rir... Preciso ensinar esses italianos sobre raça, que não se cria castas mistas e que não arruínem a beleza em nós”.

24 dias depois, ela relata a visão de Mussolini sobre a África: “Toda vez que recebo um relatório da África, fico preocupado. Hoje tivemos mais cinco pessoas presas por viver com os negros. Ah, esses italianos sujos, ele estão destruindo um Império em menos de sete anos. Eles não têm consciência de raça”.

Em 8 de outubro de 1938, Petacci escreveu sobre a raiva que o Duce tinha do Papa Pio XI: “Você não tem ideia do mal que este Papa faz à igreja. Nunca houve um Papa tão agourado com a igreja. Há católicos comprometidos que o detestam. Ele perdeu virtualmente o mundo todo. A Alemanha toda. Ele não sabe manter fiéis e erra em tudo”.

Em outra passagem três dias depois, Petacci relata o ódio de Mussolini pelos judeus: “Esses judeus nojentos, devem ser todos destruídos. Os destruirei como os turcos fizeram. Isolei 70.000 árabes (nas colônias norte-africanas), e posso facilmente isolar 50.000 judeus. Construirei uma pequena ilha e os colocarei lá”.

Trechos do diário foram publicados no Corriere Della Sera. Será lançado em forma de livro, escrito pelo editor americano Mauro Suttora. Ele teve permissão de usar os diários, que são mantidos pelo único parente vivo de Claretta, seu sobrinho Ferdinando Petacci, que vive no Arizona.

Fonte: The Daily Mail, 16 de novembro de 2009.

Veja também:
>>Livro: Mussolini e a Ascensão do Fascismo
>>Vídeo: Juramento à RSI
>>Sabres por Savoia
>>Filmes: Leão do Deserto
>>Filmes: Fascistas em Marte


Os africanos que lutaram na Segunda Guerra

Os africanos que lutaram na Segunda Guerra


O 70º aniversário da Segunda Guerra Mundial está sendo comemorado por todo o mundo, mas a contribuição de um grupo de soldados é quase universalmente ignorada. Quantos se lembram do papel de mais de um milhão de tropas africanas?

Mesmo assim, eles lutaram no deserto do Norte da África, nas selvas da Birmânia e sobre os céus da Alemanha. Um grupo de veteranos que encolhe, muitos agora vivendo na pobreza, amargurados de terem escrito a história.

Para a África, a Segunda Guerra Mundial não começou em 1939, mas em 1935.

Tropas Fascistas Italianas, apoiadas por milhares de forças coloniais da Eritréia, invadiram a Etiópia. O Imperador Haile Selassie foi forçado a fugir para a Grã-Bretanha, mas outros, conhecidos como patriotas, continuaram a luta. Entre eles estava Jagama Kello. Com 15 anos na época, ele deixou sua casa para montar uma guerrilha que atacou os invasores italianos.

Mein Kampf

Outros africanos aprenderam o que o fascismo poderia significar para eles. Eles esses, estava John Henry Smythe de Serra Leoa. Seu professor deu-lhe de presente o livro de Adolf Hitler, “Mein Kampf”.

Nós lemos o que esse homem iria fazer aos negros se ele chegasse ao poder. E ele atacou os ingleses e americanos por encorajarem os negros a se tornarem médicos e advogados”, disse o Sr. Smythe. “Era um livro que colocaria qualquer negro em alerta”.

Ele voluntariou-se para a Royal Air Force, tornou-se um navegador e voou em bombardeiros sobre a Alemanha. Outros tiveram uma visão similar.

Joe Culverwell, que foi lutar pela liberação do Zimbábue, voluntariou-se no dia que a guerra foi declarada, em 1939. “Não se esqueça que naquela época éramos leais aos ingleses – por mais estúpido que isso possa soar hoje”, diz. “Passamos por lavagem cerebral para nos sentirmos pequenos ingleses marrons”.

Outros foram convocados. Eles eram escolhidos quando iam visitar um mercado local ou sob ordens de um chefe local. E muitos descobriram que, uma vez alistados, foram muito maltratados. A realidade da vida militar dos soldados negros como a do nigeriano Marshall Kebby era muito diferente da propaganda.

Como um soldado colonial eu tive um tratamento muito ruim. Na época não tínhamos nenhum oficial nigeriano, todos eram ingleses. E muitos de nós nos revoltamos contra a injustiça, no que posso chamar de inumanidade do homem para com o homem”.

“Inferno”

Mas uma vez que a luta começasse, havia pouco tempo para protestar. Para homens como o Sr. Culverwell, servindo na Somália, ser bombardeado pelos italianos foi uma experiência aterrorizante.

Ah, aquilo foi o inferno. Todos tínhamos trincheiras. Nunca senti tanto medo na minha vida. Eles jogaram as bombas a 100 metros de mim. Não ousávamos nem mesmo olhar pra cima, sabe”.

O Sr. Smythe tomou parte nos bombardeios em território inimigo. Mas na noite de 18 de novembro de 1943 seu avião foi derrubado sobre a cidade alemã de Mannheim. Ele passou 18 meses como prisioneiro em um campo, onde os alemães tentaram conseguir informações dele.

Você deve usar instrumentos especiais para navegar até aqui”, disse o interrogador alemão. “Ele me disse: ‘Sabe, estão pensando se te executam amanhã ou não. Porque você, um negro, não devia se envolver numa guerra de brancos’”.

Encontrando Gandhi

No outro lado do mundo, o Sr. Kebby estava encontrando indianos. Entre eles estava o líder do movimento pela Índia independente, Mahatma Gandhi, que estava falando a uma multidão de um milhão de pessoas em Madras. O Sr. Kebby prosseguiu seu caminho para o front.

Foi uma das maiores coisas que fiz como soldado. Cumprimentei Gandhi com uma saudação militar e o perguntei: ‘O que fará pela África agora que a Índia será livre?’”

Ele disse: ‘a Índia não fará nada por você. Mas a Índia irá dar apoio moral com a condição de que confronte os ingleses de forma não-violenta’”.

Em 1945 a guerra havia terminado, e as tropas africanas haviam ajudado os Aliados a derrotar os poderes da Alemanha, Itália e Japão. O Sr. Culverwell se lembra de falar com outros soldados negros que conheceu sobre o que aconteceria com eles agora. “Costumávamos ter longas conversas sobre o problema da cor e estávamos determinados a não ser mais tratados daquela maneira”.

Guerreiros da liberdade

Mas para a maioria dos africanos, a independência ainda estava a 15 anos no futuro. Nesse meio tempo, os veteranos tiveram que voltar para casa e arrumar um emprego. Muitos encontraram pouca gratidão por seus anos de serviço e não acharam trabalho.

Em fevereiro de 1948 os veteranos de Gana, entre eles Kalimu Glover, fizeram uma petição ao governador. Mas ao invés de recebê-los, a polícia abriu fogo. Isso disparou uma onda de ódio nas ruas de Accra.

Após o tiroteio, resolvemos destruir todas as coisas britânicas na cidade. Pegamos pedras e paus para destruir as lojas. Quebramos todas elas. Aqueles foram dias maravilhosos: fevereiro de 1948, sábado e domingo”.

O Sr. Kebby está convencido de que ele e outros ajudaram a encerrar o domínio colonial. “Todo soldado que foi para a Índia voltou com novas idéias e aprendeu novas coisas. Nós voltamos com melhores idéias sobre a vida. Nós, ex-soldados, demos a este país a liberdade da qual desfruta hoje. Conseguimos esta liberdade e a demos ao nosso país”.


Fonte: BBC News, 9 de novembro de 2009.

Veja também:
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>>Museu celebra os “esquecidos poucos” entre os Poucos
>>Tul Bahadur Pun
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