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"A Palavra Elétrica" - 5 new articles

  1. A Poesia é o Tesão da Palavra
  2. Byra Dorneles na Revista Noiz
  3. RUA DOS TECELÕES DE PALAVRAS
  4. "Ato Falho Re-Mix'
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A Poesia é o Tesão da Palavra



A Poesia é o Tesão da Palavra





Nesse carnaval, os poetas performáticos Elllas & os Monstros saem às ruas para festejar a palavra e mostrar que a poesia aflora e também tem samba no pé.

As quatro cabeças poéticas, sonoras e performáticas, estendem os tentáculos e apresentam suas marchinhas em versos. Munidos de megafones, colocarão toda a sua verve poética no carnaval de rua.

A ídeia é embalar a poesia com percussivos e harmônicos. Participarão poetas e músicos freqüentadores do circuito poético do Rio de Janeiro, que conta com cerca de 50 saraus por mês. Circenses também estão confirmados, com palhaços, malabaristas, pernas de pau e quem mais chegar, afinal: O Rio é uma Festa!

Sairemos pela orla de Ipanema, com concentração no Arpoador, a princípio na sexta feira, antes do sábado do Momo e fecharemos na terça feira na Lapa, saindo dos Arcos.

Assim planejamos o Carnaversos - onde a poesia abunda!

Os ensaios começarão no próximo sábado, dia 22, num sarau lual na praia do Arpoador.

Apareçam com instrumentos, versos e alegria!


TESÃO DA PALAVRA

(Byra Dorneles, Tubarão e Sheyla de Castilho.)

A poesia aflora

A poesia abunda


A poesia entra e sai
Pela frente e pelo verso
A poesia entra e sai
Pela frente e pelo verso

entra pelos 7 buracos da minha cabeça
a poesia...
pela frente, pelo verso
e pelo avesso do meu reverso
a poesia

a poesia aflora
pela prosa e pelo verso
a poesia abunda
se abunda, há poesia.


A poesia é
O tesão da palavra!


www.elllaseosmonstros.blogspot.com


Byra Dorneles na Revista Noiz

Cem mil volts de poesia





Por: Juca Guimaraes

No início era o verbo, a palavra. Depois veio a eletricidade e a palavra pode então ficar eletrificada. O poeta Byra Dornelles, linha de frente do FreakOut Muzik – A Palavra Elétrica, faz da poesia e do megafone suas armas para promover uma revolução cultural. Com a parceria do DJ Cheech Stavele, em 1998, Byra criou o coletivo fanzine FreakOut para divulgar a poesia e a contracultura no Rio de Janeiro.
Byra Dornelles, linha de frente do FreakOut Muzik Foto: Janaína Castelo Branco
Byra Dornelles, linha de frente do FreakOut Muzik

Os vídeos das apresentações inflamadas do FreakOut Muzik viraram febre na internet. A poesia ganhou um sopro de modernidade e guerrilha. O coletivo já participou dos principais eventos de poesia do eixo Rio-SP.

Há dois anos foi lançado o álbum “A Palavra Elétrica – volume 1”, com download grátis na internet. A mistura de DJ, megafone, contrabaixo, colagens de textos do Torquato Neto com a performance do Byra provocam sensações memoráveis do texto vivo, pulsante e em chamas.

“Quando eu era garoto as poesias vinham num flash. Era tudo muito instinto e inspiração. Hoje leio muito para criar um repertório para os meus textos. A energia, nos dois momentos, é igual”, disse. Numa conversa de quase quatro horas com o Nóiz, regada a chás, cafés e uma improvável coxinha de soja, o poeta contou a sua história.

Aos 53 anos, Byra já conheceu mais de um terço do mundo. Viajou para a Europa, morou em Cuba por quase um ano e viveu três meses em Paris. Conheceu de perto e absorveu toda a inovação cultural de Nova Iorque. Boa parte dessas andanças ele fez nos anos 70 e 80 quando foi técnico de som e produtor de quase todos os grandes nomes da MPB. A lista é respeitável e conta com nomes como Djavan, Hermeto Paschoal, Tom Jobim, Beth Carvalho, Paulinho da Viola, Lobão, entre outros.

A poesia começou mais cedo do que a música na vida do Byra, aos 15 anos ele já escrevia textos com forte identificação na efervescência da geração hippie, Como o trecho a seguir que acaba num mantra:

“… levaremos algum tempo até que nossas energias se misturem e novamente compreenderemos que somos um. Ommmm”.

Atualmente, o foco da poesia do Byra é a urbanidade de São Paulo, mais precisamente as ruas da metrópole. Morando há 18 meses em Perdizes, o gaúcho que é carioca de criação está se encantando pela capital. “Paulo Leminsky dizia que todo bairro tem um louco que todos tratam bem. Eu, do meu lado, espero que Perdizes me trate bem”, disse.

A fase paulistana da obra do FreakOut Muzik começa com o texto ‘Ode a SP’, que teve uma versão em vídeo gravada numa estrada férrea na fronteira em Brasil e Bolívia.

É uma ode peculiar que chama a atenção pela economia de adjetivos e riqueza de substantivos para descrever os cenários da cidade. Sobre a movimentada Rua Augusta o texto diz:

“Entre os gritos no Ipiranga, o esgoto a céu aberto. Na Augusta e Paulista, os punk, as putas , as travas e os emos. As anfetas, as bolas e as balas. Todos os vícios e delícias”.

Uma das expressões mais marcantes da ode é ‘ambientes audioconfusos’, sobre o barulho constante da cidade, que é emprestada do Fausto Fawcett, autor do livro Básico Instinto, lançado em 2000.

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Para o volume 2 do FreakOut Muzik, que deve sair em 2010, um novo material está sendo composto. De temperamento crítico, Byra quer usar a poesia para apontar os problemas sociais. “O trânsito, a chuva ácida, o ônibus que demora 55 minutos para passar no ponto, a violência, são assuntos do cotidiano de quase todo mundo” avalia.

Em janeiro de 2010, o FreakOut vai participar do evento Malocália _organizado pelo coletivo Poesia Maloqueirista, do Caco Pontes e Berimba (SP). “Sairemos do Sesc Pompéia invadindo as ruas com megafones e amplificadores a pilha”.

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Outro tema de interesse do artista são as pichações da cidade. “Quero escrever algo com as frases de rua daqui. Tenho uma lista de grafites ótimos. ‘Odeie o seu ódio’, ‘Legalize novamente a maconha’, ‘Não deixe a faculdade atrapalhar a sua educação. São fantásticos e estão espalhados por aí”, disse.
Ouvinte atento de Racionais e Jay-Z, Byra vê muitos pontos de ligação entre o seu trabalho e o hip hop. “Não é só a coisa de ter DJ, tem também à postura libertária do rap. É preciso ter coragem para seguir em frente e enfrentar os desafios. Sem a repressão da Igreja católica, o homem teria chegado à Lua mil anos antes. Não dá mais para aceitar calado opressão do sistema. A revolução tem que ser feita já”, afirmou.

Os próximos projetos do poeta guerrilheiro são a publicação de um livro “meio romance, meio biografia” sobre a história da mitológica banda Os Mutantes e do seu líder Arnaldo Baptista; outro projeto é um livro com crônicas e histórias da MPB. “Vi e ouvi muita coisa bacana”, disse. Nesse livro vai entrar os detalhes da gravação, aqui no Brasil, de um álbum ao vivo do baixista Ron Carter. “Uma verdadeira lenda do jazz que tocou por muito tempo com o Miles Davis. Eu fui técnico de som nesse show. Foi fantástico, virou um grande álbum e eu descolei umas mil doletas”.

Fonte: Revista Noiz



RUA DOS TECELÕES DE PALAVRAS


RUA DOS TECELÕES DE PALAVRAS
Malocália, Poesia Maloqueirista e convidados

SESC Pompeia
Dia(s) 03/01, 25/01
14h30, 15h30 e 16h30






Dos trópicos urbanos, eis que surgem Maloqueiristas e agregados, miscigenando tendências, intervindo, provocando. Poetas da fala, corpo e mente, com participação de batucadores e engenheiros das frequências sonoras, interagindo com os transeuntes, no contra-fluxo da oralidade apoteótica. Mais um manifesto lançado ao vento, reunindo velhos-novos movimentos.

Time: Alexandre Souza, Aline Binns, Berimba de Jesus, Byra Dorneles, Caco Pontes, Gabriel Nascimento, Gilberto Jet, Giovani Baffo, Humberto Fonseca, Inayara Samuel, Lucas Moreno, Pedro Tostes, Roberta Estrela D'alva,Rômulo Aléxis, Daniel Minchoni e Rui Mascarenhas.

Concepção e Direção: Caco Pontes
Produção: Vani Fátima

Livre para todos
Abaixo nomes e a data de apresentação de cada um.
Dia 03
Caco Pontes , Berimba de Jesus, Sábia, Pedro Tostes, Humberto Fonseca, Aline Binns, Giovanni Baffô, Inayara Samuel, Gabriel Nascimento, Byra Dornelles, Claudio Laureatti;
Dia 25
Caco Pontes, Berimba de Jesus, Sábia, Pedro Tostes, Humberto Fonseca, Lucas Moreno, Aline Binns, Rui Mascarenhas, Giovanni Baffô, Daniel Minchoni, Inayara Samuel, Gabriel Nascimento, Romulo Alexis, Maicknuclear


"Ato Falho Re-Mix'


MixTape 21: MixTapes

MixTape 21: MixTapes

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