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"Norteamos" - 5 new articles

  1. Salvar o Tua - impedir a construção da barragem
  2. Mais deprimente e desmotivador do que a fusão AEP-AIP
  3. "Páre, Escute, Olhe"
  4. Governo promove regras para desviar fundos das regiões mais pobres para Lisboa
  5. Só peço que o Norte peça a Independência e saída deste lodaçal que no sul criararm
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Salvar o Tua - impedir a construção da barragem

A construção da barragem tem apenas uma vantagem: contribuir com 0,5% da produção eléctrica nacional. Um valor, portanto, pouco relevante.





Quais as contrapartidas?

- Destruir a linha de ferro do Tua. Esta linha, a única com possibilidade de ligar o sistema nacional ferroviário a Bragança (e consequentemente, o único com possibilidade de ligar o interior norte à linha de alta velocidade em Sanábria), é também de um enorme potencial turístico com grandes sinergias com o actual padrão turístico no Douro.

- Destruição de um património paisagístico e ambiental ímpar.

- A destruição de 800 empregos só em Murça - o equivalente a 20% da população activa do concelho: uma catástrofe social, portanto.
- A qualidade da água irá deteriorar-se significativamente no Douro, falhando o cumprimento da directiva europeia sobre a qualidade da água.

- A construção das barragens altera o clima da região envolvente. O que significa que as condições climatéricas únicas da primeira região demarcada do mundo serão alteradas.

Fala-se muito na Linha do Tua, mas é importante perceber que o que está em causa é muito mais do que isso. Falamos de um projecto que pode ser desastroso para a região. E por região não se entenda apenas Mirandela e arredores. Entenda-se impactos significativos e irreversíveis em Trás-os-Montes, Douro e Porto. De um lado, temos 0,5% da produção eléctrica nacional. Do outro, mais interioridade e desemprego, destruição de património, deterioração significativa da qualidade da água consumida por grande parte da população do país, potencial deterioração da qualidade do Vinho do Porto. Nem bruxelas percebe a decisão.


Mais deprimente e desmotivador do que a fusão AEP-AIP

Interrompo a minha licença sabática aqui no blogue, para relatar um episódio triste para o Norte, muito pior do que a fusão AEP-AIP.
Acabei de saber que um conhecido e veterano empresário do Norte de Portugal está a atravessar uma crise existêncial e que os momentos de «diálogo líquido com Dionísio» são, recentemente, muito frequentes .
É muito triste que assim seja e que o conhecido empresário não se auto-motive para usar o poder, dinheiro e capacidade que tem num projecto filantrópico, de intervenção social ou política a Norte.
É muito triste que esse empresário não imite Bill Gates ou Michael Bloomberg.
Mais grave do que a fusão AEP-AIP é este empresário não aproveitar os anos de lucidez que lhe restam para de alguma forma devolver à região onde nasceu e onde construiu o seu império, o know-how sobre gestão, resolução de problemas organizativos e desenvolvimento económico que conseguiu obter.





"Páre, Escute, Olhe"

Dezembro de 1991: uma decisão política encerra metade da linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela. 15 anos depois, essa sentença amputou o rumo do desenvolvimento, acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal. Agora, o comboio é ameaçado por uma barragem. Pare, Escute, Olhe é uma viagem através de um Portugal esquecido, vítima de promessas políticas oportunistas.





Doclisboa 2009 - 15 a 25 de Outubro
Jorge Pelicano - "Páre, Escute, Olhe"
http://www.pareescuteolhe.com/


Governo promove regras para desviar fundos das regiões mais pobres para Lisboa

"O Governo mudou, há três semanas, o regulamento do FEDER e do Fundo de Coesão, viabilizando o desvio de verbas das regiões mais pobres para Lisboa. Portugal negociou essa excepção, no QREN, com a Comissão Europeia.

(...)

A região de Lisboa não teria direito às verbas destinadas às regiões de convergência, uma vez que os seus indicadores - PIB (Produto Interno Bruto) per capita e qualidade de vida - já estão acima da média europeia."


Em Portugal, as regiões pobres subsidiam as ricas.


Só peço que o Norte peça a Independência e saída deste lodaçal que no sul criararm

No meio do debate sobre o lodaçal lisboeta onde políticos corruptos, Cavaco, Portas, Sócrates, afundam o território chamado de Portugal, há alguém que exclama: Só peço que o Norte peça a Independência e saida deste lodaçal que no sul criaram.

PS: Felizmente estes políticos nunca tiveram o meu voto.


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