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Salvar o Tua - impedir a construção da barragemA construção da barragem tem apenas uma vantagem: contribuir com 0,5% da produção eléctrica nacional. Um valor, portanto, pouco relevante.
- Destruir a linha de ferro do Tua. Esta linha, a única com possibilidade de ligar o sistema nacional ferroviário a Bragança (e consequentemente, o único com possibilidade de ligar o interior norte à linha de alta velocidade em Sanábria), é também de um enorme potencial turÃstico com grandes sinergias com o actual padrão turÃstico no Douro. - Destruição de um património paisagÃstico e ambiental Ãmpar. - A destruição de 800 empregos só em Murça - o equivalente a 20% da população activa do concelho: uma catástrofe social, portanto. - A qualidade da água irá deteriorar-se significativamente no Douro, falhando o cumprimento da directiva europeia sobre a qualidade da água. - A construção das barragens altera o clima da região envolvente. O que significa que as condições climatéricas únicas da primeira região demarcada do mundo serão alteradas. Fala-se muito na Linha do Tua, mas é importante perceber que o que está em causa é muito mais do que isso. Falamos de um projecto que pode ser desastroso para a região. E por região não se entenda apenas Mirandela e arredores. Entenda-se impactos significativos e irreversÃveis em Trás-os-Montes, Douro e Porto. De um lado, temos 0,5% da produção eléctrica nacional. Do outro, mais interioridade e desemprego, destruição de património, deterioração significativa da qualidade da água consumida por grande parte da população do paÃs, potencial deterioração da qualidade do Vinho do Porto. Nem bruxelas percebe a decisão. Mais deprimente e desmotivador do que a fusão AEP-AIPInterrompo a minha licença sabática aqui no blogue, para relatar um episódio triste para o Norte, muito pior do que a fusão AEP-AIP.
Acabei de saber que um conhecido e veterano empresário do Norte de Portugal está a atravessar uma crise existêncial e que os momentos de «diálogo lÃquido com DionÃsio» são, recentemente, muito frequentes . É muito triste que assim seja e que o conhecido empresário não se auto-motive para usar o poder, dinheiro e capacidade que tem num projecto filantrópico, de intervenção social ou polÃtica a Norte. É muito triste que esse empresário não imite Bill Gates ou Michael Bloomberg. Mais grave do que a fusão AEP-AIP é este empresário não aproveitar os anos de lucidez que lhe restam para de alguma forma devolver à região onde nasceu e onde construiu o seu império, o know-how sobre gestão, resolução de problemas organizativos e desenvolvimento económico que conseguiu obter. "Páre, Escute, Olhe"Dezembro de 1991: uma decisão polÃtica encerra metade da linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela. 15 anos depois, essa sentença amputou o rumo do desenvolvimento, acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal. Agora, o comboio é ameaçado por uma barragem. Pare, Escute, Olhe é uma viagem através de um Portugal esquecido, vÃtima de promessas polÃticas oportunistas.
Doclisboa 2009 - 15 a 25 de Outubro Jorge Pelicano - "Páre, Escute, Olhe" http://www.pareescuteolhe.com/ Governo promove regras para desviar fundos das regiões mais pobres para Lisboa"O Governo mudou, há três semanas, o regulamento do FEDER e do Fundo de Coesão, viabilizando o desvio de verbas das regiões mais pobres para Lisboa. Portugal negociou essa excepção, no QREN, com a Comissão Europeia. Só peço que o Norte peça a Independência e saÃda deste lodaçal que no sul criararmNo meio do debate sobre o lodaçal lisboeta onde polÃticos corruptos, Cavaco, Portas, Sócrates, afundam o território chamado de Portugal, há alguém que exclama: Só peço que o Norte peça a Independência e saida deste lodaçal que no sul criaram. PS: Felizmente estes polÃticos nunca tiveram o meu voto. More Recent Articles |