No que diz respeito às crianças convertidas, concordo convictamente com alguns irmãos nos quais eu confio e com os quais busquei conselho. Primeiramente, deve-se estar convicto quanto à conversão de uma criança, porque as crianças não têm ...

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Criancas convertidas e a mesa do Senhor - J. N. Darby and more...

Criancas convertidas e a mesa do Senhor - J. N. Darby

No que diz respeito às crianças convertidas, concordo convictamente com alguns irmãos nos quais eu confio e com os quais busquei conselho. Primeiramente, deve-se estar convicto quanto à conversão de uma criança, porque as crianças não têm hipocrisia; elas são bastante sensíveis e sujeitas às influências geradas pelas impressões ao redor delas, que, de forma sincera, acreditam ter. Mas, no caso de ser evidente a conversão delas, nós não deveríamos, de forma alguma, persuadi-las a partir o pão. Deixe que isso cresça naturalmente em seus corações, e se elas tiverem mesmo esse desejo, verifiquem se  são capazes, como crianças, de discernir o corpo do Senhor. Não as afastem, mas certifique-se de que elas estejam fazendo isso com discernimento espiritual, fé verdadeira e entendimento. Não espere que elas expliquem tudo como teólogos, mas sim que  compreendam que se trata de uma questão de fé e de coração, e que entendam a condição de ruína do testemunho do corpo de Cristo.


No caso de crianças que estão sob o cuidado de pais cristãos, não há perigo, mas se  tiverem muita interação com o mundo secular, é de fundamental importância estar seguro de sua ‘firmeza’. Deve-se lembrar, no entanto, que as crianças ainda não foram tentadas e provadas pelas seduções do mundo, e é aí onde está o perigo, supondo que elas realmente estão em Cristo.

Com frequência costuma ocorrer que aquilo que elas tanto esperavam enquanto estavam sob a influência que era exercida sobre elas, mas sem passarem por alguma prova, acaba depois se transformando em nada mais que uma odiosa provação, e elas abandonam aquilo que mais tarde, talvez, viessem a desejar. Daí a importância do que já falei sobre as crianças estarem na companhia de pais cristãos, por meio dos quais elas podem, no decorrer do tempo, ser guardadas e trazidas perante o Senhor, sendo criadas de forma cristã. Invariavelmente, tão logo  estejam vivendo o dia a dia, o mundo e as paixões virão para tentá-las, juntamente com a esperança de um futuro no mundo. Mas, se o trabalho é profundo, a consciência assegura a compreensão sobre a Ceia do Senhor, especialmente se os pais são fiéis, as crianças estarão acostumadas a cuidados de todos os tipos. Ou se houver fidelidade comprovada na criança, então nada impede que ela parta o pão. De nenhuma maneira essa seria uma questão de direito, mas daquilo que é melhor para aqueles que, de acordo com a vontade de Deus, estão sob o governo dos outros. [ J. N. Darby]

(Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
    
 



O que devo fazer com a minha vida? - A. J. Pollock

É uma experiência emocionante estar na margem do oceano da vida, e olhar para fora em suas águas inexploradas, e perguntar em que direção a barca de nosso destino irá viajar, e qual será o porto em que eventualmente chegará. Tal é a experiência presente de muitos jovens cristãos. A pergunta que serve como título a este artigo, pode muito bem ser feita repetidas vezes por esses jovens.

O que você irá fazer com sua vida é uma questão de escolha muito séria e vital, e é bom pesar prós e contras. Devemos viver para esta vida sem considerar a próxima? Devemos viver para o tempo, e esquecer a eternidade? Devemos comer, beber e alegrar-nos, porque amanhã morreremos? Certamente isso seria uma tolice, uma escolha suicida. Olhe para as multidões que fazem isso. Pobres tolos! Deixemos, por enquanto, deixar de lado aqueles que naufragam cedo na vida, e há multidões que o fazem. Vamos nos fixar naqueles que têm sido eminentemente bem-sucedidos em aproveitar ao máximo esta vida por seus próprios esforços.

Leia as biografias de estadistas, generais de sucesso, advogados inteligentes, homens e mulheres que circulam com distinção em círculos brilhantes -- homens e mulheres que conseguiram nesta vida aquilo que se considera melhor, e não se importaram com o além. Foram homens e mulheres de visão, embora limitada pelo tempo, com propósito, vontade e capacidade, coisas que os colocaram acima da multidão de pessoas comuns. Lemos de brilhantes dias na faculdade, realizações em várias esferas da vida, avançando passo a passo em posições de grande poder e influência.

À medida que lemos, notamos que rapidamente a noite da vida se aproxima, suas capacidades falhando, o poder e o prestígio caindo das mãos enfraquecidas, depois abrandando até a MORTE chegar e então ...? Sessenta, setenta, oitenta anos, o que são? -- um vapor, uma fumaça. E então despreparado para enfrentar ETERNIDADE -- A IDADE DAS IDADES! Certamente esta não é uma escolha sábia.

Mas, graças a Deus, esta não é a escolha de homens e mulheres cristãos. No entanto, caso você seja um cristão, existe a possibilidade de fazer um uso errado de sua vida, ou não tirar o melhor proveito dela. Sim, infelizmente isto vale para cristãos também! Podem levar vidas carnais, podem viver em um nível respeitável aos olhos do mundo, mas mesmo assim ficar muito longe do que sua vida deveria ser. Você pode ter sucesso em sua profissão, em seu negócio, em seu trabalho, em sua família, e ainda assim reservar muito pouco de sua vida para Deus e a eternidade.

Seria bom se os jovens cristãos se medissem pelo padrão infalível da Palavra de Deus. Por exemplo, "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum" (Rm 7:18); "Andamos por fé, e não por vista" (2 Co 5:7); "Não são do mundo, assim como eu não sou do mundo." (Jo 17:14, 16); "Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." (Fp 3:14) .

Comparemo-nos com estas passagens e vejamos até onde nossa vida e intenções correspondem a elas.

Li uma ilustração impressionante do que podemos fazer de nossas vidas. "Uma barra de aço que valha cinco dólares, quando forjada em ferraduras vale dez dólares; se transformada em agulhas vale trezentos e cinquenta dólares; se em lâminas de canivete pode valer trinta e dois mil dólares; se transformada em molas para relógios pode chegar a duzentos e cinquenta mil dólares."

Uma barra de aço pode ser feita para produzir valores variáveis de 10, 350, 32.000, 250.000 dólares. Pode ser que nossa vida como cristãos dê um resultado como o de dez dólares; Em alguns casos, o resultado pode ser de duzentos e cinquenta mil dólares. Se vivemos para Deus, para a eternidade, para servir a nosso Senhor Jesus Cristo com um propósito cheio de coração, nossa vidas produzirá fruto para Deus. Repare que João 15:8 não diz apenas fruto, mas muito fruto, "Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos.". Quão ambicioso o plano que nosso Senhor tem para nós!

Que o jovem cristão olhe para o futuro e faça com que, pela graça de Deus e com o poder do Espírito de Deus, sua vida seja vivida para a glória de Deus.

Tome exemplos das Escrituras. Veja o que Moisés fez de sua vida. Ele virou as costas para o palácio de Faraó e se identificou com o povo desprezado e abatido de Deus. Ele poderia ter circulado nas mais altas esferas do Egito, mas contentou-se em entrar na obscuridade e fazer a vontade de Deus. Veja que posição e influência teve Moisés. O mundo inteiro sabe de Moisés, e sua influência fez uma marca profunda em todos os tempos. A filha de Faraó só ficou conhecida por estar relacionada a Moisés.

Veja o que o apóstolo Paulo fez de sua vida. Ele tinha sido agraciado com grandes distinções na política judaica. No entanto, ele deu as costas a tudo. Ele poderia dizer: "E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo" (Fp 3:8).

Viva para Deus, viva para Cristo, viva para servir aos outros, viva para a eternidade, e você nunca vai se arrepender. Então, o que você fará com sua vida?

A. J. Pollock
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O livro do Profeta Ageu - F. B. Hole

Ao considerar os capítulos 4 e 5 do livro de Esdras, vemos como os adversários de Deus, e o remanescente que voltou de Jerusalém sob a direção de Zorobabel e de Jesua, remanescente o qual havia começado a reconstruir o templo, conseguiram interromper a obra. Também vemos como Deus levantou os profetas, Ageu e Zacarias, e graças ao ministério deles a obra foi reiniciada.

A profecia de Ageu está cuidadosamente datada. É dividida em quatro partes, todas pronunciadas no segundo ano de Dario. A primeira no primeiro dia do sexto mês (1:1), a segunda no dia vinte e um do sétimo mês (2:1), a terceira no dia vinte e quatro do nôno mês (2:10), e a última no mesmo dia (2:20). Em primeiro lugar, notemos que Deus sempre reconhece a validade de Suas próprias ações de governo. Havia posto Israel de lado como nação e havia começado o “tempo dos gentios”, por tal motivo as datas são em relação com a nação que neste momento estava no poder e não em relação com o povo judeu.

Este detalhe deve ter um significado para nós que vivemos nos últimos dias da triste história da Igreja, como corpo professo na terra, sujeita ao santo governo de Deus. Podemos ter uma idéia deste governo ao considerar os capítulos 2 e 3 de Apocalipse dos quais o Senhor, como juiz, examina sucessivamente as sete igrejas. Ali nos fala de tirar o candelabro do testemunho, e de “lutar contra” os maus, . e se há alguma expressão de aprovação somente menciona “pouca força” e de um mínimo de fidelidade.

Faremos bem em recordar isto, com muita humildade. Os vencedores, nas sete igrejas não estão isentos dos penosos resultados do governo de Deus; mas devem vencer as circunstâncias desse momento. O apóstolo Pedro escreve: “É tempo que o juízo comece pela casa de Deus” (1ª 4:17).
Desde então tem transcorrido mais de dois mil anos, um fato que guarda relação com nossa dolorosa debilidade de hoje em dia.

Deus levantou o profeta Ageu por causa da grande debilidade que caracterizava o remanescente que havia voltado de Jerusalém. Um novo rei da Pérsia, Artaxerxes, havia selado o dito contrário a Ciro, e eles deixaram de trabalhar na casa de Deus, e sem preocupação, à vista de todos, começaram a construir suas próprias casas muito bem decoradas e confortáveis. Por isso, o profeta começa dirigindo-lhes uma palavra de reprovação.

Capítulo 1

O povo havia adotado uma atitude fatalista dizendo: “Não é tempo ainda, tempo para que a casa de Jeová seja reedificada”, e se puseram a construir para si mesmos. Há algum tempo atrás escutamos os cristãos dizerem, apesar das palavras do Senhor em Atos 1:18, que o tempo de evangelizar “ até os confins da terra” não havia chegado, e começaram a desenvolver o que consideraram como seus próprios assuntos espirituais. Não havia nada de mais que esses judeus construíssem suas próprias casas, mas o que estava errado era o fato de concentrarem-se nesse ponto, deixando de lado a casa de Deus. Por esta razão Deus mandou a seca e destruiu suas colheitas.

Não há nada de errado em nos ocuparmos com nosso estado espiritual, ao contrário somos exortados a “edificarmos sobre nossa fé santíssima” (Judas 20) , mas, como vemos nos versículos seguintes, deve ser fruto do amor de Deus, que se expressa em compaixão para “alguns” e salvando a “outros “ com temor ( Judas 22-23) . Não nos concentremos em nós mesmos, descuidando da obra e dos interesses de Deus. Essa palavra de nosso Senhor continua válida: “Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas “( Mat. 6:33).

O que dizemos de cada um de nós hoje em dia ? Merecemos a reprovação de descuidarmos dos interesses de Deus em favor dos nossos? Temo que sim!
Aceitemos pois a reprovação, na humildade de espírito que convém.

Foi o que fizeram Zorobabel, Jesua e o povo antes de começarem a obra obedecendo a palavra de Deus. Ageu, para eles era o enviado de Deus que levava a mensagem de Deus, assegurando-lhes que Ele mesmo estava com eles na continuação do trabalho. Tanto agradou isto a Deus, que no mesmo dia começaram a trabalhar exatamente vinte e três dias depois de ser dirigida a palavra de compreensão como é dito no último versículo do capítulo um.

O apóstolo escreve: “Se Deus é por nós, quem será contra nós” ( Rom. 8:31), e isto, ainda que anunciado nos tempos do Novo Testamento era igual ao que foi nos tempos passados. O povo não demorou em descobrir que as dificuldades desapareciam quando Deus estava com eles, como nos mostra o livro de Esdras.

Seus adversários reagiram energeticamente quando o trabalho recomeçou, e levaram o fato até ao rei, que invalidou o decreto de Artaxerxes e colocou em vigor o decreto original de Ciro, por ordem de quem o remanescente voltou a Jerusalém. De modo que, uma vez mais, a palavra de Deus era obedecida, e a obediência é sempre o caminho para a benção.

Capítulo 2

Por volta de quatro semanas mais tarde veio outra mensagem de Deus, por boca do profeta Ageu. Desta vez, era uma palavra de alento. Dirigida especialmente as pessoas mais velhas que podiam lembrar do esplendor do templo de Salomão, e , em conseqüência, ver quão inferior seria qualquer templo que pudessem construir. O ânimo que os atingia tinha duplo alcance: primeiro pelo templo presente e segundo pelo futuro. Mas notemos em primeiro lugar que esta passagem nos diz respeito também hoje em dia. Na história da igreja professa, houve certo redescobrimento da verdade e de alguma maneira um retorno a simplicidade das coisas, tal como Deus as havia ordenado inicialmente por seu Espírito, o que é análogo ao retorno do remanescente de Israel ao lugar onde Deus havia posto Seu nome e onde havia tido Sua casa desde muito tempo antes.

Os cristãos piedosos que participaram neste restabelecimento da verdade seguramente viram que tudo isto era muito inferior em glória do que aconteceu em Pentecoste, quando três mil pessoas se converteram e “perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão de uns com os outros, no partir do pão e nas orações” ( Atos 2:42). Quão desejável seria que hoje fossemos conscientes de nossa pequenez e debilidade e de tudo o que está em nossas mãos, em comparação com a grandeza do que foi instituído no princípio por Deus.

E se esse fato nos impressiona e nos leva a desanimar-nos um pouco pelo contraste, entretanto podemos confortar-nos descobrindo quão admiravelmente se aplica a nós a palavra pronunciada por Ageu.

O alento para o tempo presente se encontra nos versículos 4 e 5. Deus não só prometeu sua presença como também acrescentou: “Segundo a palavra que concertei convosco, quando saíste do Egito, e o meu Espírito ficou no meio de vós não temais” (Ageu 2:5). Ele lhes recordava Sua promessa imutável de dirigi-los em seu caminho. Havia dado esta promessa no princípio de sua relação com eles, e a ajuda e o poder de seu Espírito permaneciam sempre no meio deles. Se nos perguntassem quais são os recursos que ainda estão a disposição dos crentes hoje em dia podemos responder que sempre temos a palavra de Deus que permanece “desde o princípio”como nos lembra o apóstolo João em suas epístolas.

Por outro lado, temos o Espírito Santo que foi enviado no dia de Pentecostes, e que permanece sempre nos cristãos. Se não for entristecido, seu poder esta sempre a nossa disposição .Assim tão pouco temos de temer nossos inimigos, ainda que sejam numerosos e se as dificuldades estejam sempre presentes.

No que concerne ao futuro, também havia uma palavra de alento, mesmo que havia sido anunciado um tempo de juízo .A terra sobre a qual vive o homem,assim como os céus que a envolvem tremeram, como também as nações que povoam a terra.

Sua própria instabilidade, e a de tudo que os rodeia era motivo de temor para os judeus desse tempo.

E isso nos diz respeito diretamente ,pois, ao final do capítulo 12 de Hebreus, estas palavras de Ageu: “Ainda uma vez”, são citadas fazendo referência ao final dos tempos e a uma destruição definitiva de todas as coisas “moveis”.

E quando esta grande tribulação tiver lugar, “virá o Desejado de todas as nações”(Ageu 2:7), e a casa de Deus será cheia de glória. Não se pode dizer que Cristo seja pessoalmente “o Desejado de todas as nações”, visto que, quando vier em glória todo olho verá.e todas as tribos da terra se lamentarão por ele (Apoc.1:7). Entretanto, as nações sempre desejaram a paz, abundância, prosperidade, tranqüilidade e uma estabilidade como profetizou Isaías 32:15-18. Estas coisas tão desejáveis se realizarão pelo bem dos homens, somente quando o Senhor Jesus voltar. Por isso pensamos que essa palavra profética se aplica bem a vinda de Cristo.

Quando Ele vier trará essas bênçãos aos homens e a glória a “casa de Deus”.

Lemos no versículo 9, “A glória futura dessa casa será maior que a primeira”. A casa de Deus em Jerusalém considerada como se sempre fosse a mesm , ainda que haja sido destruída e reconstruída várias vezes. Por tanto, a glória desta casa em sua última forma será mais radiante que a da casa que Salomão havia construído, quando uma glória visível a enchia, de tal maneira que os sacerdotes não podiam entrar. Ezequiel contemplou esta glória final em uma visão (cap.43). Podemos agradecer a Deus que o mesmo acontecerá com respeito a igreja. Seu estado final, quando for revestida com a glória de Cristo, sobrepujará a tudo o que a caracterizou no princípio.

Ageu apresenta outro motivo de ânimo: “Darei paz neste lugar, disse o Senhor dos Exércitos”(2:9).

Podemos dizer que nenhuma cidade tem tido uma história tão tempestuosa nem há conhecido tantos assédios como Jerusalém. Ainda hoje, Jerusalém segue sendo a causa de conflitos entre as nações, e é justamente o que acontecerá no futuro, como declara Zacarias 14:2. Entretanto, ela será o lugar onde, afinal de contas, habitará a paz.

Por tanto, notemos cuidadosamente que esta benção, glória e paz que devem seguir na grande tribulação aqui profetizada, não serão o resultado de um esforço humano, nem o fruto da fidelidade humana Deus mesmo declara que será o fruto de Sua soberana bondade. O remanescente que voltou de Jerusalém havia prestado atenção na reprovação e na exortação, e havia tomado a direção correta. Que melhor alento poderiam ter recebido ao ouvir Deus dizer o que pensava fazer no final.

Todo mundo sabe que se colocarmos uma maçã podre entre maçãs boas logo todas estarão também podres, mas todo mundo também sabe que se pusermos uma maçã boa entre as podres as podres não voltarão a serem boas outra vez. No serviço do templo este princípio devia ser respeitado ,e como em todas as práticas exteriores prescritas pela lei, aqui temos um ensinamento moral e espiritual.

Prestemos bem atenção pois sempre estamos expostos a todo o tipo de contaminação, seja interna ou externa, ou seja da nossa carne ou do mundo.
A aplicação que Ageu devia de fazer desses princípios tinha o objetivo de esquadrinhar e humilhar o coração do povo. Por ter participado ativamente no trabalho de reconstrução da casa de Deus, poderia haver uma tendência de satisfazer a si mesmo, como se tivesse sido tudo perfeitamente. O profeta lhes disse claramente que não era assim, se não que sua melhor obra estava manchada de imperfeições e impurezas.

Que lição humilhante para eles e para cada um de nós também. Se hoje fosse concedido, por graça, aos crentes algum pequeno despertar, prontamente a carne estaria preparada para introduzir impurezas com toda habilidade a ser estendida para todas as maçãs boas, mas ninguém aceitaria também que uma maçã boa tornaria todas as podres em boas. No serviço do Templo, este princípio deveria ser respeitado, e como em todas as práticas exteriores dadas na lei, aqui temos um ensinamento moral e espiritual para nós.

Fixemos bem nossa atenção nela, pois sempre estamos expostos a todo tipo de contaminação, seja interna ou externa ou dentro de nós ou no mundo.
A aplicação que Ageu deveria fazer destes princípios tinha por objetivo esquadrinhar e humilhar o coração do povo. Ao haver participado ativamente no trabalho de reconstrução da casa de Deus, poderia Ter havido uma tendência de satisfazer-se de si mesmo, como se tivesse cumprido a obra perfeitamente. O Profeta lhe diz claramente que não era assim, mas que a sua melhor obra estava manchada com imperfeição e impureza. Lição humilhante para eles, e para nós também.

Se hoje se concedesse, por graça, aos crentes um pequeno despertar a carne estaria pronta com suas impurezas para introduzir-se com toda habilidade. Corremos o risco de nos tornar como os cristãos de Gálatas que começaram no Espírito e continuaram na carne Gal. 3:3.

Mas, havendo-lhes advertido quanto a imperfeição que manchava sua obra, o profeta logo lhes assegura que, apesar de tudo, a benção de Deus repousa sobre eles. Em contraste com os tempos de escassez, e de tudo que passavam se descuidaram da casa de Deus e se aplicaram a embelezar suas próprias casas. Ocorre o mesmo hoje em dia, existe debilidade e impureza em todos os nossos serviços, mas apesar disso, se o coração é sincero podemos contar com as bênçãos espirituais de Deus.

A freqüência da palavra “meditar”nessa curta profecia, é digna de nossa atenção. Por duas vezes no capítulo um versos cinco e sete o profeta diz ao povo meditar sobre seus caminhos. E no cap;itulo dois versos quinze e dezoito é encontrada por três vezes mas agora dizendo para que considerassem os caminhos de Deus. Deus se agrada em encontrar, ainda que seja, uma pequena medida de energia e de fidelidade para Sua obra, por mais que exista debilidade e impurezas, ainda assim haverá bênçãos.

Mesmo no meio de nossa debilidade atual, conscientes de nossas faltas, frutos da carne podem encontrar aqui ainda muito alimento.

Tivemos então uma palavra de reprovação, de alento, de advertência e agora encontramos uma palavra de exaltação. Essa palavra foi dirigida, pessoalmente a Zorobabel, que era um príncipe da linhagem de Davi ( ver Mat. 1:12). O último versículo do capítulo se aplica ,sem nenhuma dúvida, de certa forma ao próprio. Os reinos seriam derribados, como foi dito em Daniel onze, mas ele seria como um selo pelo qual Deus estabeleceria seus decretos. Como foi cumprido por meio de Zorobabel não sabemos, mas cremos que o Espírito de Deus tinha previsto, não uma exaltação deste homem, mas a exaltação d’Aquele de quem era uma figura, ou seja, nosso Senhor Jesus Cristo.

Assim, parece que temos aqui, no Velho Testamento, uma expressão, pela primeira vez, que se refere a nosso Senhor como a que temos no Novo Testamento que diz: “Porque todas quantas promessas de Deus, são nele sim e nele Amém, para glória de Deus por nós” (1ª Cor. 1:20). Cristo é aquele que não só revelará todos os desígnios de Deus expressados em suas promessas como também os cumprirá plena e perfeitamente para que o Amém final possa ser pronunciado. O apóstolo Paulo acrescenta as palavras: “por nós”porque tinha em vista o que Deus havia prometido aos crentes na atual dispensação.

A mensagem de Ageu termina com uma profecia de exaltação futura daquele a quem adoramos como nosso Salvador e Senhor. Faz de uma maneira típica e simbólica, muitos séculos antes da primeira vinda do Senhor em humilhação. Esperamos o cumprimento, de uma forma muito mais gloriosa que a que Ageu pode conhecer quando vier em Sua segunda vinda e aparecer com toda Sua glória.

F. B. Hole

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Um bolo pequeno

“E Elias lhe disse: não temas; vai, faze conforme à tua palavra; porém faze dele primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui,...” (1 Reis.17:13).

A época era sombria, por causa dos pecados de Acabe, Rei de Israel, e a fome assolava o país. O profeta de Jeová permanecia escondido como os outros cem e também como os sete mil, conhecidos somente por Deus, e que não haviam dobrado os joelhos diante de Baal, um falso Deus.

Havia falta de recursos em todos os lugares, entretanto para uma pequena família ( uma mãe e seu filho) que viviam fora dos limites desse país não faltava o alimento diário. Durante o ano inteiro “ a farinha da panela não se acabará e o azeite não faltará”, conforme a palavra dita por Jeová. De onde veio esta abundância? Foi uma benção material, sem dúvida, mas que segundo os ensinamentos da Palavra de Deus podemos aprender o significado espiritual: a farinha nos lembra das perfeições do Senhor Jesus e o azeite do Espírito Santo. E porque havia nessa casa, ao contrário de tantas outras, alimento e sustento? A razão é que um dia o servo de Deus havia encontrado essa viúva e ele pediu um pouco de água e um bocado de pão. A água era escassa mas ela mesmo assim lhe deu, o pão faltava totalmente; ela tinha apenas um punhado de farinha e um pouco de azeite. Então o profeta disse: “... faze dele primeiro para mim um bolo pequeno e traze-me aqui”. Como? Desse pouco que ela tinha ,e que eram, seus últimos recursos, devia preparar algo para o profeta e assim ficar sem nada para ela e seu filho? Ah! Era necessário ter fé, fé na Palavra de Deus pronunciada pelo seu servo, o profeta. “E ela foi e fez conforme a palavra de Elias”. Aí estava o segredo da benção.

“... faze dele primeiro para mim um bolo pequeno...”

Será que o Senhor também não nos tem feito esse mesmo pedido? Por exemplo, ao começar o dia reservamos primeiramente um momento, por menor que seja para estar aos seus pés e escutar a Sua voz, ou ficar em silêncio e dizer como o jovem Samuel disse: “Fala Senhor, porque o teu servo ouve” (1 Samuel 3:10) . E no decorrer de nossas ocupações diárias será que não ouvimos uma voz dizer-nos “... primeiro para mim...”. Um bolo pequeno não parece grande coisa, entretanto era muito para aquela viúva, pois, um punhado de farinha e um pouco de azeite era todo o seu sustento (Lucas 21:44).

Quanto foi o apreço do profeta, e acima de tudo o de Deus! O que é fiel no pouco será no muito ( Lucas 6:10) . Talvez seja apenas uma pequena palavra ou uma curta oração que tivemos o desejo de trazer perante Ele, e que por algum motivo não o fizemos.

“... e eu lhe mostrarei a minha fé pelas minhas obras” (Tiago 2:18). Com certeza é muito bom expressar nossa confiança em Deus, cantar com ânimo os hinos que celebram a bondade e fidelidade de Deus, mas a fé não consiste somente de palavras, ela se traduz em fatos e obras. Talvez aos olhos dos homens seja um desperdício dedicarmos um pouco de tempo ao Senhor, da mesma maneira como talvez possa ter sido dar a farinha e o azeite, mas Deus considera o valor da oferta. E Ele pode obrar maravilhosamente em favor daqueles que O obedecem.

Será que através da voz do profeta não ouvimos o próprio Senhor e o Seu desejo que façamos primeiro algo para Ele? As escrituras nos dizem que os macedônios “se deram primeiramente ao Senhor”. Não é isto um ponto crucial?

“Dá-me filho meu o teu coração” ( Prov. 23:26) . Era pouca coisa, ou seja, um punhado de farinha e um pouco de azeite, mas isto representava todos os recursos da pobre viúva. Tendo dado primeiramente ao profeta, a viúva não tinha mais a morte diante dela, mas a salvação de Deus. Com efeito, colocando-nos verdadeira e inteiramente à disposição do Senhor Jesus, conscientes de que fomos comprados por um grande preço, aos olhos do mundo parece que perdemos tudo quando entregamos todos os nossos recursos ao Senhor, porém lembremos da Palavra de Deus que diz: “... mas qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará” (Marcos 8:35). E esse dom em si mesmo, não é mais do que colocar a disposição de Deus o que Lhe pertence. E o importante é que não precisa ser algo muito grandioso, mas em dar primeiramente a Ele, o primeiro lugar. Esse pequeno bolo é o segredo da benção que nos acompanhará dia após dia até entrarmos na casa do Pai.

“Para que em tudo Cristo tenha a preeminência”. ( Col. 1:18).

[G. A.]

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Palavras doces como o mel

Há quatro palavras, especialmente em 1 Tessalonicenses 4:16-18, que deviam ser-nos doces como o mel. "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.".

A primeira delas é a palavra "mesmo". Jesus virá pessoalmente pelo Seu povo. Não mandará um redemoinho buscar-nos nem um carro de fogo, como no caso de Elias. Nem mesmo enviará os Seus santos anjos, como acontecerá mais tarde para Israel, o Seu povo terrenal. Não, mas Ele mesmo virá como o noivo para Sua noiva.

"Primeiro" é outra dessas doces palavras. Os que morreram confiando no Senhor Jesus sairão de seus túmulos antes dos iníquos. O seu enterro poderá ter sido o de um indigente, mas terão uma ressurreição de soberano.

"Juntamente" é a próxima palavra inspiradora. Os mortos em Cristo e nós os que estivermos vivos, seremos arrebatados juntamente ao encontro do Senhor nos ares; um dia não sem divisões nem contendas.

"Sempre" é talvez a mais doce de todas. Que triste seria se esta bendita reunião terminasse e tivéssemos de novo que nos separar do Senhor e uns dos outros! Mas a nossa segurança é que nos encontraremos naquele Dia para não mais nos separarmos.

 "Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras", 1 Ts 4:18.
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PENSAMENTO:
Se quisermos refletir a Cristo, temos de olhar para Ele continuamente. Se quisermos imitá-Lo, temos que nos alimentar dEle; temos de ter a Cristo morando nos nossos corações pela fé. Se Ele estiver arraigado em nossos corações, sem dúvida será visto nas nossas vidas.

[Extraído de "Palavras de Edificação, Exortação e Consolação" Nº 1 - Edições Verdades Vivas]
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